Estava eu, numa praia quase deserta, uma imensidão de água, dava para ver o horizonte fazendo a curva. Era muito lindo, uma inspiração; pela primeira vez, senti a liberdade invadir o meu coração. Eu podia falar, gesticular, espreguiçar, gritar bem alto ou plantar bananeira. Tudo tão bom, eu e meu amor, juntos numa viagem que poderia não ter fim.
Ahhhhh...
Acordar tarde, ir para varanda, ver o mar, dar bom dia à natureza, coisas simples mas que não se faz no dia-a-dia: você acorda cedo, corre ao banheiro, toma banho, se arruma, sai sem tomar café e não fala bom dia para ninguém, só quando chega ao trabalho.
Trabalho este, que é uma máquina de fazer dinheiro, para os outros, e também stress, para você. Dizem que você ganha experiência naquilo que faz, bem ou mal, mas acredito que a única habilidade que se ganha é a irritação, o nervosismo. Vejo pessoas que antes de entrar, eram tranquilas, felizes, apesar de estarem desempregadas; agora, estão estressadas, irritadas, e até mesmo malucas.
Mas, voltando ao assunto, lá estava eu, numa ilha, um pedaço de terra envolto pelas águas do mar. Fiquei apenas um final de semana, mas me pareceu um mês, me fez esquecer a rotina, o trabalho, a vida...
Ahhhhh...
O que não faz uma viagem?!?!